O déficit habitacional é um dos mais sérios problemas enfrentados no Brasil.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Fundação João Pinheiro (FJP), em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, é preciso construir 6.215.313 habitações para suprir a necessidade de moradia em nosso país.

Segundo o levantamento, 52,2% desse déficit se deve a famílias que residem em perímetros urbanos e comprometem mais de 30% da renda com aluguel.

Outro número que merece atenção tem relação com as habitações precárias, que representam 8% do número total de domicílios no Brasil.

Neste post, apresentaremos detalhes do déficit habitacional, seu impacto, desafios e oportunidades para o setor imobiliário. Continue a leitura e confira detalhes a respeito!

 

Panorama do déficit habitacional no Brasil

O déficit habitacional é caracterizado pelo número de famílias sem moradia e por aquelas que vivem em condições precárias.

As moradias inadequadas, portanto, sem condições de oferecer uma vida digna, são aquelas que possuem as seguintes características:

  • falta de acessibilidade à água potável e saneamento básico,
  • superlotação,
  • ocupações ilegais e sujeitas ao despejo.

O histórico recente demonstra que a situação é preocupante, uma vez que os números apontam para a seguinte realidade no que se refere a falta de moradias:

  • 2016– déficit de 5.657.249 domicílios,
  • 2019– déficit de 5.876.699,
  • 2022 – déficit de 6.215.313.

O desafio para reverter essa situação envolve a construção de moradias, acesso a crédito, regularização fundiária, planejamento urbano e políticas de inclusão social.

 

Como esse déficit habitacional impacta o setor imobiliário?

O déficit habitacional acaba colaborando com o surgimento de assentamentos informais e favelas.

Sem condições adequadas, essas comunidades acabam vivendo em meio a precariedade, violência e todo tipo de problemas observáveis através da mídia.

Além disso, a poluição, degradação de ecossistemas, bem como a falta de serviços públicos de saúde, educação e transporte, passam a ser a realidade de milhões de brasileiros.

Diante disso, é preciso contar com o poder público que precisa investir em moradias e infraestrutura urbana.

Essa ação se torna possível a partir de uma integração e no desenvolvimento de soluções inovadoras e colaborativas entre o governo e a indústria da construção civil (incorporadoras e construtoras).

O que se observa diante da atual situação é uma alta demanda por imóveis, o que acaba se refletindo nos preços, principalmente nos grandes centros urbanos, especialmente diante das dificuldades que a população enfrenta para a conquista do sonhado financiamento imobiliário.

Diante dessa realidade, os investimentos em novos projetos acabam sendo afetados, por isso é imprescindível que medidas sejam tomadas visando a diminuição do déficit habitacional, colaborando para um futuro melhor para todos os envolvidos.

 

Desafios e oportunidades para o setor imobiliário

Diante de todos esses fatos, vive-se um período de grandes desafios, uma vez que o déficit habitacional se tornou uma grande preocupação para a sociedade brasileira.

Se por um lado se observam números que precisam ser trabalhados e diminuídos urgentemente para o alcance do equilíbrio social, do outro se nota ações que vêm sendo desenvolvidas pelo governo na busca por uma solução para essa situação.

O Programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, tem por objetivo atingir a contratação entre 2,3 e 2,5 milhões de moradias até o ano de 2026, de acordo com as estimativas apresentadas pelo Ministério das Cidades.

Essa iniciativa colabora de forma efetiva para um avanço no que se refere ao déficit habitacional, quando as empresas do segmento da construção civil terão que fazer parte do processo, viabilizando projetos e recebendo incentivos para que possam ampliar as suas operações.

Agora que você conhece mais sobre esse assunto, vale a pena conhecer detalhes sobre o impacto do novo MCMV para 2024!

(Imagens: divulgação)